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terça-feira, 23 de abril de 2013
Soneto
Soneto 18
Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.
Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.
Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:
Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.
William Shakespeare
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
O xadrez do amor
O xadrez do amor
Movem-se as peças pelo tabuleiro
As estratégias estão escolhidas
Xadrez do amor, o pleito primeiro,
Peões avançam…começa a partida!
Saltam cavalos, levando o guerreiro,
Por sobre as tropas ainda aturdidas,
Avança o bispo, alegre e faceiro
Torres defendem ao rei com a vida.
Neste xadrez, um jogo pensado,
Pretende-se dar ao fim xeque-mate
Ser o campeão, no pódio empossado.
Mas que ilusão, total disparate,
No jogo do amor, o prêmio almejado
Só se consegue havendo o empate.
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Como seria...
Como seria
Você percebeu que eu estava me apaixonando por você e invés de falar comigo para eu não me apaixonar por você, simplesmente deixou eu me apaixonar. pro seu ego aumentar e ter, não importa o que ocorra, uma pessoa do seu lado. Mas eu posso também agradecer muito por você não me parar, porque se tivesse me parado eu com certeza não conheceria a minha melhor amiga, e também você nunca viraria a minha amiga mais importante, e outras pessoas importantes para mim não teriam se aproximado de mim. E fez eu me preocupar com a minha beleza, fez com que parasse com algumas coisas horríveis, que eu me abrisse mais com outras pessoas, perdesse a vergonha de falar com a pessoa que eu amo e talvez uma das coisas mais importantes: fez com que confiasse em poucas pessoas, e na primeira chance deles irão me esfaquear pelas costas. Por sua causa eu espero que um milagre aconteça e espero ate hoje, mesmo que os maiores e melhores já aconteceram eu te conhecer, me apaixonar e conseguir virar no mínimo o seu amigo, que pelas suas atitudes você confia. Eu já pensei em desistir de você, mas todas as vezes que pensei nisso e consegui ficar ate o outro dia com isso na minha cabeça e some quando vejo o seu sorriso, mesmo sarcástico - o qual mais amo – agora eu decidi que enquanto eu tiver uma chance continuarei tentando e tentando sem medo, mesmo sofrendo. Eu tento sempre evitar essa palavra, mais eu acho que você merece, mesmo você fazendo nada, mas eu te amo.
Do Marcos para a sua querida e amada Síntya!
Aproveitem a flor da paixão, pois é assim que nesce o amor!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Óh Lua querida
Óh LUA querida
Bela lua,
Porque se escondes, em meio as nuvens?
Mostra tua brilhante cor;
Você me inspira, como uma música inpira o cantor;
Como um poeta, realista, romantista, inspira dor, amor;
Aparece para que possa aprecia-lá,
em meio as arvores, em meio as estrelas;
Sua graciosa forma, dança no céu,
conforme ando,
torna-se ainda mais bela.
Até aqui, já não a vejo, mais
sei que ela está lá, simples e bela
completando o imenso céu.
P.S: Inspiração do dia 17/02/2011,
Pré dia de Lua cheia...
Bela lua,
Porque se escondes, em meio as nuvens?
Mostra tua brilhante cor;
Você me inspira, como uma música inpira o cantor;
Como um poeta, realista, romantista, inspira dor, amor;
Aparece para que possa aprecia-lá,
em meio as arvores, em meio as estrelas;
Sua graciosa forma, dança no céu,
conforme ando,
torna-se ainda mais bela.
Até aqui, já não a vejo, mais
sei que ela está lá, simples e bela
completando o imenso céu.
P.S: Inspiração do dia 17/02/2011,
Pré dia de Lua cheia...
Poema.
COMO EU TE AMO!
Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;
Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua;
Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;
Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;
Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-te os lábios meus, -- mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti.-- Por tudo quanto eu sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta sofrer, por tudo que te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saberás
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem eu te revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.
(Gonçalves Dias)
P.S: Li na escola hoje,
é sobre o período do Romantismo no Brasil.
Dedicado a minha professora de português,
Renata de O. B. Matos.
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